O que é Remanência ?

Também conhecida por “Magnetísmo Residual”. Abaixo é apresentada a curva de histerese relativa a um determinado material ferromagnético.

A densidade do fluxo magnético (B) é representado em função da intensi-dade do campo magnetizante (H).
Quando o campo magnetizante é interrompido em (1), a densidade de fluxo magnético (B) diminui até um determinado valor diferente de “0” curva (1-2). O intervalo (2-0) corres-ponde à densidade de fluxo magné-tico que permaneceu no material, denominado “Remanência”.
Para ser eliminada é nacessária a inversão do campo magnetizante, intervalo maior que (0-3), produzindo um fluxo magnético de sentido oposto ao inicial, entre (3-4), que ao ser cortado produzirá uma diminuição deste fluxo magnético até (0). Portanto, as diferentes ligas dos materiais magnetizados, caracterizam curvas diferentes, apresentando uma maior ou menor Remanência.


Porque a minha Placa Eletromagnética não desmagnetiza totalmente ?

Esta é uma característica de todas as Placas Eletromagnéticas, quando submetidas a uma má desmagnetização.
A Placa é constituída de uma série de bobinas que produzem em seus núcleos, ou pólos, determinados fluxos magnéticos, invertidos em polaridades. Para desmagnetizá-la totalmente é necessário atingir um específico ponto dentro da curva de histerese magnética, onde ao interromper-se o pulso de desmagnetização, esta curva retorna com um campo residual igual a “zero”, ou muito próximo de “zero”. Este ponto é difícil de ser atingido se não forem usados equipamentos apropriados para o processo de desmagnetização, como o Painel Digital mod. Weber da Micromag.

Porque as peças usinadas ficam magnetizadas após a desmagnetização ?

Como explicado anteriormente, as peças magnetizadas por uma Placa Eletromagnética também precisam ser desmagnetizadas, principalmente quando forem constituídas por ligas mais duras, onde apresentam “Resíduos Magnéticos” quando não submetidas a uma desmagnetização adequada. Por isso a necessidade de um equipamento específico para esta função, como o Painel Digital mod. Weber da Micromag.


Porque levo choques elétricos quando a Placa Eletromagnética está magnetizada ?

As bobinas que constituem o circuito magnético da Placa Eletromagnética são feitas de fios de cobre de alta isolação e envoltas por fitas de material isolante. Os espaços vazios são normalmente preenchidos por resinas sintéticas e totalvente vedadas contra infiltrações de líquidos. No caso de haver choques elétricos, estas isolações podem ter sido comprometidas por alto aquecimento, ou por uma má montagem destes compo-nentes dentro da caixa da Placa, havendo uma fuga de corrente para a máquina e para o operador. Um aterramento independente para cada máquina operatriz ajuda em muito, mas usando as Placas Eletromagnéticas da Micromag, será garantida a total isolação dos materiais que as constituem, resolvendo este problema.

Qual a diferença entre Placa Eletromagnética e Placa Eletropermanente ?

A Placa Eletromagnética é constituída por várias bobinas que produzem uma força magnetizante em seus pólos, porém precisam ser alimentadas constantemente por uma corrente contínua para a fixação das peças durante todo o processo de usinagem, e a sua desmagnetização é mais complicada. O consumo de energia é relativamente alto, dependendo do tamanho da Placa Eletromagnética. Seu preço é menor.

A Placa Eletropermanente também possui bobinas de cobre, porém irão magnetizar ímãs polarizáveis que trabalham em conjunto com ímãs fixos de alta saturação magnética. Para a sua magnetização é necessário aplicar-lhe um pulso de corrente contínua de alta potência em seus enrolamentos, mas de apenas alguns décimos de segundo, podendo ser até desconectada da fonte de energia após a magnetização, permanecendo magnetizada indefinidamente.

A sua desmagnetização é feita atravéz de um pulso de energia de igual intensidade, porém de sentido oposto ao aplicado para sua magnetização, garantindo a sua total desmagnetização. Seu consumo de energia é relativamente menor em comparação ao consumo da Placa Eletromagnética, e sua força de atração é superior à força da Eletromagnética. Para esta Placa são indicados os Painéis Digitais Weber Plus para uma Placa, e Weber Plus IV para até 4 Placas Eletropermanentes da Micromag.

Qual a melhor escolha para o meu uso, a Placa Eletromagnética ou a Placa Eletropermanente ?

O custo para aquisição de um conjunto completo de controle com Placa Eletromagnética é significativamente inferior à Eletropermanente. Seu consumo de energia elétrica é superior a da Eletropermanente e sua força de atração é inferior. Porém as instalações elétricas para a manutenção e funcionamento da Placa Eletromagnética é bem mais simples do que a necessária para o bom funcionamento da Placa Eletropermanente, pois a Eletromagnética consome em média 0,5KW à 2KW (esta para uma Placa muito grande) durante sua magnetização, enquanto que a Eletropermanente necessita de uma rede elétrica mais robusta, pois necessita de pulsos de energia que variam de 8 KW à 22 KW dependendo de seu tamanho.
No que se refere à segurança a Placa Eletropermanente é totalmente segura, pois uma vêz magnetizada, permanecerá neste estado não importando se houver uma falta de energia da rede elétrica, garantindo a máxima segurança do operador, da máquina operatriz, das ferramentas de usinagem e das peças. Porém, a Placa Eletromagnética, se usada em conjunto com o Painel Digital Weber, que possui um sistema automático de corte da máquina operatriz no caso de falha da magnetização, também se torna muito segura.
Ambas exercem bem a função de fixação de peças para usinagem em máquinas operatrizes.


INFORMAÇÕES ADICIONAIS

Esta apresentação visa esclarecer de forma simples todo o “mistério” associado ao magnetísmo, e fornecer informações sobre magnetização a projetistas, engenheiros de produção e de desenvolvimento, ou qualquer profissional que trabalhe na área de aplicações magnéticas, com as técnicas disponíveis no mercado atual. Seja o usuário novo na área ou não, esperamos que estas informações sejam de utilidade.

Quando equipamentos ou dispositivos envolvendo eletromagnetísmo, e afins, são projetados, o método de magnetização e desmagnetização é, em geral, o ultimo ítem a ser consultado. É possível ainda, que tenhamos um dispositivo eletromagnético totalmente desenvolvido, para o qual nada tenha sido previsto em termos de controle de magnetização e desmagnetização.

O mundo tem mudado e também os materiais magnéticos. Novos materiais com alta coercitividade como o SAMÁRIO-COBALTO e o NEODÍMIO-FERRO-BORO, ditam que a magnetização de ímãs ou de dispositivos eletromagnéticos deves ser considerados no inicio de qualquer projeto.


TERMINOLOGIA

Material Isotrópico: Material magnético que aceita magnetização em qualquer direção, também conhecido por material não orientado.

Material Anisotrópico: Material magnético com um eixo de magnetização preferencial, também conhecido por material orientado. A anisotropia é obtida durante o processo de fabricação, pela orientação magnética da estrutura cristalina do material. Estes materiais devem ser magnetizados ao longo do eixo preferencial.

Força Coercitiva: È a força necessária para um ímã ser desmagnetizado. È usado ainda para calcular a força necessária para a magnetização. Um material de alta coercitividade é mais difícil de ser magnetizado do que um de baixa coercitividade. A força coercitiva ou coercitividade é expressa em Oersteds (Oe).

Força desmagnetizante: É a intensidade de campo magnético H aplicado na polaridade oposta da força magnetizante usada para magnetizar um ímã.

Desmagnetização: A redução parcial ou completa da indução residual de um ímã ou um dispositivo magnético.

Densidade de Fluxo: O campo magnético presente no num ponto no ar expresso em Gauss (Gs) ou Maxwells por unidade de área. Geralmente este termo refere-se ao campo de um entreferro ou gap de um dispositivo magnético.

Força Coercitiva Intrinseca (HcI): É a intensidade de força de força desmagnetizante necessária para reduzir a remanência de um ímã a zero. Esse fator é utilizado para a determinação da força necessária para a desmagnetização de ímãs orientados ou de terras raras (Sm-Co, Nd-Fe-B).

Domínios Magnéticos: Os dipolos magnéticos unitários de tamanho molecular, os quais definem as caracte-rísticas magnéticas de um ímã.

Tratamento Magnético: O ato de reduzir a indução magnética residual de tal forma que uma densidade de fluxo desejada seja atingida em um gap ou entreferro, também conhecido como estabilização magnética.

Indução Magnética: O campo magnético gerado em um ímã ou em um material ferromagnético quando uma força magnetizante (H) for-lhes aplicada. O valor obtido depende da permeabilidade do material e do nível de campo aplicado. A indução magnética é expressa em Gauss (Gs).

Saturação Magnética: A condição pela qual todo o material de um ímã é totalmente magnetizado, e virtualmente todos os domínios magnéticos estejam alinhados na mesma direção. Quando um ímã não está totalmente saturado, alguns dos domínios magnéticos não estão alinhados ao longo do eixo principal do material.

Força de Magnetização: O valor do campo magnetizante aplicado a um material. Muitas vêzes é chamado de “H de pico”. A força de magnetização é expressa em Oersteds (Oe).

Permeabilidade: È a relação B/H, a razão entre indução magnética gerada em um material por uma dada força magnetizante. A indução que seria produzida no vácuo pela mesma força. É importante lembrar que a permeabilidade relativa do ar e do vácuo é igual a 1, ou unitária. A permeabilidade do ferro doce é da ordem de dezenas de milhares.
Um material pode ser classificado pela sua permeabilidade como:
    a) Ferromagnético: quando sua permeabilidade for > 1, como por exemplo ferro, aço, aço silício.
    b) Paramagnético: quando sua permeabilidade for = 1, como por exemplo latão, cobre, estanho, madeira, papel, plásticos, alumínio.
    c) Diamagnéticos: quando sua permeabilidade for < 1, como por exemplo cobalto.

Relutância: É a oposição oferecida ao campo magnético em um circuito magnético, similar à resistência em um circuito elétrico. Um circuito de baixa relutância, como ferro ou aço, pode conduzir um campo magnético com facilidade, enquanto que uma alta relutância, como o ar, apresenta um alto grau de resistência no caminho magnético.

Remanência: O campo magnético remanescente em um circuito magnético após a força magnetizante ter sido removida. Se houver um gap de ar ou entreferro no circuito magnético, a remanência será menor que a indução residual.

Indução Residual (Br): A indução magnética remanescente em um material após a força magnetizante ter sido removida, mas com o ímã em um circuito fechado sem gap de ar ou entreferro e nenhuma força desmagnetizante exercida sobre o material. A indução residual é expressa em Gauss (Gs).