Porque a minha Placa Eletromagnética não desmagnetiza
totalmente ?
Esta é uma característica de todas
as Placas Eletromagnéticas, quando submetidas a uma má
desmagnetização.
A Placa é constituída de uma série de bobinas
que produzem em seus núcleos, ou pólos, determinados
fluxos magnéticos, invertidos em polaridades. Para desmagnetizá-la
totalmente é necessário atingir um específico
ponto dentro da curva de histerese magnética, onde ao interromper-se
o pulso de desmagnetização, esta curva retorna com
um campo residual igual a “zero”, ou muito próximo
de “zero”. Este ponto é difícil de ser
atingido se não forem usados equipamentos apropriados para
o processo de desmagnetização, como o Painel Digital
mod. Weber da Micromag.
Porque as peças usinadas ficam magnetizadas após
a desmagnetização ?
Como explicado anteriormente, as peças magnetizadas
por uma Placa Eletromagnética também precisam ser
desmagnetizadas, principalmente quando forem constituídas
por ligas mais duras, onde apresentam “Resíduos Magnéticos”
quando não submetidas a uma desmagnetização
adequada. Por isso a necessidade de um equipamento específico
para esta função, como o Painel Digital mod. Weber
da Micromag.
Porque levo choques elétricos quando a Placa Eletromagnética
está magnetizada ?
As bobinas que constituem o circuito magnético
da Placa Eletromagnética são feitas de fios de cobre
de alta isolação e envoltas por fitas de material
isolante. Os espaços vazios são normalmente preenchidos
por resinas sintéticas e totalvente vedadas contra infiltrações
de líquidos. No caso de haver choques elétricos, estas
isolações podem ter sido comprometidas por alto aquecimento,
ou por uma má montagem destes compo-nentes dentro da caixa
da Placa, havendo uma fuga de corrente para a máquina e para
o operador. Um aterramento independente para cada máquina
operatriz ajuda em muito, mas usando as Placas Eletromagnéticas
da Micromag, será garantida a total isolação
dos materiais que as constituem, resolvendo este problema.
Qual a diferença entre Placa Eletromagnética
e Placa Eletropermanente ?
A Placa Eletromagnética é constituída
por várias bobinas que produzem uma força magnetizante
em seus pólos, porém precisam ser alimentadas constantemente
por uma corrente contínua para a fixação das
peças durante todo o processo de usinagem, e a sua desmagnetização
é mais complicada. O consumo de energia é relativamente
alto, dependendo do tamanho da Placa Eletromagnética. Seu
preço é menor.
A Placa Eletropermanente também possui bobinas de cobre,
porém irão magnetizar ímãs polarizáveis
que trabalham em conjunto com ímãs fixos de alta saturação
magnética. Para a sua magnetização é
necessário aplicar-lhe um pulso de corrente contínua
de alta potência em seus enrolamentos, mas de apenas alguns
décimos de segundo, podendo ser até desconectada da
fonte de energia após a magnetização, permanecendo
magnetizada indefinidamente.
A sua desmagnetização é feita atravéz
de um pulso de energia de igual intensidade, porém de sentido
oposto ao aplicado para sua magnetização, garantindo
a sua total desmagnetização. Seu consumo de energia
é relativamente menor em comparação ao consumo
da Placa Eletromagnética, e sua força de atração
é superior à força da Eletromagnética.
Para esta Placa são indicados os Painéis Digitais
Weber Plus para uma Placa, e Weber
Plus IV para até 4 Placas Eletropermanentes da Micromag.
Qual a melhor escolha para o meu uso, a Placa Eletromagnética
ou a Placa Eletropermanente ?
O custo para aquisição de um conjunto
completo de controle com Placa Eletromagnética é significativamente
inferior à Eletropermanente. Seu consumo de energia elétrica
é superior a da Eletropermanente e sua força de atração
é inferior. Porém as instalações elétricas
para a manutenção e funcionamento da Placa Eletromagnética
é bem mais simples do que a necessária para o bom
funcionamento da Placa Eletropermanente, pois a Eletromagnética
consome em média 0,5KW à 2KW (esta para uma Placa
muito grande) durante sua magnetização, enquanto que
a Eletropermanente necessita de uma rede elétrica mais robusta,
pois necessita de pulsos de energia que variam de 8 KW à
22 KW dependendo de seu tamanho.
No que se refere à segurança a Placa Eletropermanente
é totalmente segura, pois uma vêz magnetizada, permanecerá
neste estado não importando se houver uma falta de energia
da rede elétrica, garantindo a máxima segurança
do operador, da máquina operatriz, das ferramentas de usinagem
e das peças. Porém, a Placa Eletromagnética,
se usada em conjunto com o Painel Digital
Weber, que possui um sistema automático de corte da
máquina operatriz no caso de falha da magnetização,
também se torna muito segura.
Ambas exercem bem a função de fixação
de peças para usinagem em máquinas operatrizes.
INFORMAÇÕES ADICIONAIS
Esta apresentação visa esclarecer
de forma simples todo o “mistério” associado
ao magnetísmo, e fornecer informações sobre
magnetização a projetistas, engenheiros de produção
e de desenvolvimento, ou qualquer profissional que trabalhe na área
de aplicações magnéticas, com as técnicas
disponíveis no mercado atual. Seja o usuário novo
na área ou não, esperamos que estas informações
sejam de utilidade.
Quando equipamentos ou dispositivos envolvendo
eletromagnetísmo, e afins, são projetados, o método
de magnetização e desmagnetização é,
em geral, o ultimo ítem a ser consultado. É possível
ainda, que tenhamos um dispositivo eletromagnético totalmente
desenvolvido, para o qual nada tenha sido previsto em termos de
controle de magnetização e desmagnetização.
O mundo tem mudado e também os materiais
magnéticos. Novos materiais com alta coercitividade como
o SAMÁRIO-COBALTO e o NEODÍMIO-FERRO-BORO, ditam que
a magnetização de ímãs ou de dispositivos
eletromagnéticos deves ser considerados no inicio de qualquer
projeto.
TERMINOLOGIA
Material Isotrópico: Material magnético
que aceita magnetização em qualquer direção,
também conhecido por material não orientado.
Material Anisotrópico: Material magnético
com um eixo de magnetização preferencial, também
conhecido por material orientado. A anisotropia é obtida
durante o processo de fabricação, pela orientação
magnética da estrutura cristalina do material. Estes materiais
devem ser magnetizados ao longo do eixo preferencial.
Força Coercitiva: È
a força necessária para um ímã ser desmagnetizado.
È usado ainda para calcular a força necessária
para a magnetização. Um material de alta coercitividade
é mais difícil de ser magnetizado do que um de baixa
coercitividade. A força coercitiva ou coercitividade é
expressa em Oersteds (Oe).
Força desmagnetizante:
É a intensidade de campo magnético H aplicado na polaridade
oposta da força magnetizante usada para magnetizar um ímã.
Desmagnetização: A redução
parcial ou completa da indução residual de um ímã
ou um dispositivo magnético.
Densidade de Fluxo: O campo magnético presente
no num ponto no ar expresso em Gauss (Gs) ou Maxwells por unidade
de área. Geralmente este termo refere-se ao campo de um entreferro
ou gap de um dispositivo magnético.
Força Coercitiva Intrinseca (HcI):
É a intensidade de força de força desmagnetizante
necessária para reduzir a remanência de um ímã
a zero. Esse fator é utilizado para a determinação
da força necessária para a desmagnetização
de ímãs orientados ou de terras raras (Sm-Co, Nd-Fe-B).
Domínios Magnéticos:
Os dipolos magnéticos unitários de tamanho molecular,
os quais definem as caracte-rísticas magnéticas de
um ímã.
Tratamento Magnético: O
ato de reduzir a indução magnética residual
de tal forma que uma densidade de fluxo desejada seja atingida em
um gap ou entreferro, também conhecido como estabilização
magnética.
Indução Magnética:
O campo magnético gerado em um ímã ou em um
material ferromagnético quando uma força magnetizante
(H) for-lhes aplicada. O valor obtido depende da permeabilidade
do material e do nível de campo aplicado. A indução
magnética é expressa em Gauss (Gs).
Saturação Magnética:
A condição pela qual todo o material de um ímã
é totalmente magnetizado, e virtualmente todos os domínios
magnéticos estejam alinhados na mesma direção.
Quando um ímã não está totalmente saturado,
alguns dos domínios magnéticos não estão
alinhados ao longo do eixo principal do material.
Força de Magnetização:
O valor do campo magnetizante aplicado a um material. Muitas vêzes
é chamado de “H de pico”. A força de magnetização
é expressa em Oersteds (Oe).
Permeabilidade: È a relação
B/H, a razão entre indução magnética
gerada em um material por uma dada força magnetizante. A
indução que seria produzida no vácuo pela mesma
força. É importante lembrar que a permeabilidade relativa
do ar e do vácuo é igual a 1, ou unitária.
A permeabilidade do ferro doce é da ordem de dezenas de milhares.
Um material pode ser classificado pela sua permeabilidade como:
a) Ferromagnético:
quando sua permeabilidade for > 1, como por exemplo ferro, aço,
aço silício.
b) Paramagnético:
quando sua permeabilidade for = 1, como por exemplo latão,
cobre, estanho, madeira, papel, plásticos, alumínio.
c) Diamagnéticos:
quando sua permeabilidade for < 1, como por exemplo cobalto.
Relutância: É a oposição
oferecida ao campo magnético em um circuito magnético,
similar à resistência em um circuito elétrico.
Um circuito de baixa relutância, como ferro ou aço,
pode conduzir um campo magnético com facilidade, enquanto
que uma alta relutância, como o ar, apresenta um alto grau
de resistência no caminho magnético.
Remanência: O campo magnético
remanescente em um circuito magnético após a força
magnetizante ter sido removida. Se houver um gap de ar ou entreferro
no circuito magnético, a remanência será menor
que a indução residual.
Indução Residual (Br):
A indução magnética remanescente em um material
após a força magnetizante ter sido removida, mas com
o ímã em um circuito fechado sem gap de ar ou entreferro
e nenhuma força desmagnetizante exercida sobre o material.
A indução residual é expressa em Gauss (Gs).
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